Sobre

João Ferreira Dias é doutorado em Estudos Africanos pelo ISCTE-IUL, cuja tese, intitulada A África é aqui, no terreiro": horizontes nostálgicos, sentidos da África e outros lugares no Candomblé (jeje-nagô) de Salvador e Uberaba, versou sobre a política da memória, a utilização do passado e a perda cultural nos terreiros de Candomblé. Os seus eixos de interesse centram-se na memória religiosa, nos sentimentos nostálgicos e perda cultural, na ortopraxia e padrões de pensamento no Candomblé jeje-nagô, na construção e identidade étnica e religiosa Yorùbá, e na estética ritual no Candomblé, género e música sacra. Interessa-se, ainda, sobre as mudanças no campo religioso português, adaptações rituais, Nova Era, religiosidade popular, diplomacia cultural e diálogo inter-religioso. 

Antropologia Religiosa: processo etnográfico, metodologia, padrões de pensamento
Religião Yorùbá: História, Identidade Padrões de Pensamento
Candomblé Jeje-Nagô: História, Padrões de Pensamento e Rituais

Projetos

Projetos de Investigação Científica, concluídos e em curso.

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Artigos Científicos Publicados
Comunicações em Conferências, Colóquios, Palestras
Livros e Capítulos de Livros

Teses

DOUTORAMENTO

Área de Especialização:Estudos Africanos
Avaliação de Tese: Aprovado com distinção por unanimidade
Instituição:ISCTE-IUL
Título da Dissertação: “A África é aqui, no terreiro”. Horizontes nostálgicos, sentidos da África e outros lugares no Candomblé (jeje-nagô) de Salvador e Uberaba.
Orientadores: Stefania Capone e José da Silva Horta
Júri:Helena Barroso Carvalho (ISCTE-IUL), Rui Alberto Mateus Pereira (UNL), Ana Paula Ribeiro Tavares (FLUL), João Manuel Monteiro de Castro Vasconcelos (ICS), Miguel de Matos Castanheira do Vale de Almeida (ISCTE-IUL).
Resumo: A presente tese trata da nostalgia e suas roupagens no contexto do Candomblé jeje- nagô em Salvador, cidade considerada o berço da religião, a “Meca do Candomblé”, e em Uberaba, cidade na região do Triângulo Mineiro, marcada pela figura de Chico Xavier, personalidade histórica da religiosidade brasileira e do espiritismo em particular, onde o Candomblé chegou há 40 anos. Ao tratar do campo religioso uberabense, questões ligadas ao hibridismo religioso merecem atenção, oferecendo aportes para o debate clássico sobre o que constitui autenticidade africana (a intemporal “pureza nagô”), o qual será ampliado a partir dos dados de campo em Salvador. Este trabalho, trata ainda dos sentidos da África no Candomblé, em ambos os campos de pesquisa, bem como das mudanças estéticas impostas ao Candomblé, que se articulam necessariamente com a nostalgia e a ideia de perda cultural, questões por si mesmas imbricadas aos processos de reafricanização. Trata- se, pois, de uma cadeia que envolve, saudade, perda cultural, modernização visual, conceções românticas e ideológicas de África. Paralelamente, tem lugar uma reflexão sobre as condições de realização do trabalho de campo nas particularidades do movimento “entre cá e lá”, correntemente tomados pela dicotomia das perspetivas – negociadas – “de dentro” e “de fora”, bem como de temas de algum modo velados dentro das comunidades-terreiro, como posições de género e agência sexual ou as extrapolações rituais por parte dos ogans, membros masculinos que não entram em transe. A presente tese é, toda ela, fiada pela etnografia.
Dados:http://hdl.handle.net/10071/12436

MESTRADO

Área de Especialização: História e Cultura das Religiões
Avaliação de Tese: 20 valores 
Avaliação geral de Mestrado: 19 valores 
Instituição:Universidade de Lisboa 
Título da Dissertação: Fórmulas Religiosas entre os Yorùbás Olódùmarè, Òrisà, Àse, Orí e Ìpin 
Orientador: José da Silva Horta 
Júri: José Augusto Martins Ramos e José Augusto Nunes da Silva Horta, ambos FLUL e Ramon Sarró y Maluquer, do Instituto de Ciências Sociais 
Resumo: A presente tese pretende construir um discurso teológico coerente acerca das fórmulas religiosas dos yorùbás da África Ocidental, procurando uma aproximação às mais elementares e ao mesmo tempo centrais ressonâncias do pensamento yorùbá acerca do sagrado. Trata-se, pois, de um exercício de reflexão em torno das problemáticas do divino, traduzidas nas fórmulas: ser-supremo, divindade, energia vital e predestinação, tidas como fundamentais para a compreensão do pensamento religioso do objeto de estudo. Partindo de uma perspetiva essencialmente teológica, pretende-se compreender o pensamento religioso yorùbá per si, procurando entender as transformações conceptuais mais do que procurar paralelos com outros imaginários religiosos, particularmente aqueles fora das fronteiras africanas.