A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DA ESQUERDA INTELECTUAL

Vivemos uma intelectualização da Esquerda - desde fenómenos como o Maio de 68 - que se assume como uma consciencialização burguesa, de natureza inclusiva e reparadora dos vícios e exclusões da história. Mas por ser uma consciencialização burguesa é feita nos termos das ciências sociais, num quadro de  linguagem que fala sobre as pessoas, mas não para as pessoas. Ou seja, traduz, interpreta e teoriza sobre os fenómenos...

CORONAVÍRUS, DEMOCRACIA E MEDO

Todos os tempos novos tendem a invocar os instintos velhos. Seja em guerra ou em pandemia, o instinto de sobrevivência é ativado e os valores elementares da sociedade são objeto de revisão inconsciente. Sabemos, e as ciências sociais o mostram, que a sociedade é, sobretudo, movida pelo conflito. É no seio deste que se produz as mais ou menos duradouras alianças, um mecanismo de contrapeso sociológico e político....

“QUE CIGANICE” OU DE COMO É URGENTE REPENSAR A POSIÇÃO DOS CIGANOS NA SOCIEDADE PORTUGUESA

As palavras têm peso porque adquirem significados culturais que lhes conferem uma dimensão particular, veiculando sentidos sociológicos específicos. Tanto o que é dito, quanto o que não é dito, são expressões culturais que aportam a determinadas mundividências. É por isso que a perceção de que o racismo não existe em Portugal, ou que tem uma dimensão social reduzida, não é coincidente com o número de expressões populares de...

DA ESCOLA SEM PARTIDO À ESCOLA COM SLOGAN

O maior paradigma do governo de Jair Bolsonaro é o da autoproclamação como “governo sem ideologia”. Sabendo-o decalcado da esteira ideológica de Donald Trump, por via de Olavo de Carvalho, filósofo residente nos Estados Unidos e considerado o “ideólogo de Bolsonaro”, o homem que se orgulha de ter feito a direita brasileira “sair do armário”, e Ernesto Fraga Araújo, responsável pelo Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos...

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