O QUE FAZER COM A CULTURA TAUROMÁQUICA EM PORTUGAL?

Na sessão de 4 de agosto de 1821 das Cortes Constituintes as touradas estiveram em debate. O desembargador portuense Borges Carneiro apresentou um projeto de lei para a proibição dos espetáculos tauromáquicos, considerando os mesmos contrários “às luzes do século, e à natureza humana”. No seu entendimento, em causa estaria um entretenimento baseado no sofrimento dos animais, os quais haviam sido criados para servir o homem, mas não...

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DA ESQUERDA INTELECTUAL

Vivemos uma intelectualização da Esquerda - desde fenómenos como o Maio de 68 - que se assume como uma consciencialização burguesa, de natureza inclusiva e reparadora dos vícios e exclusões da história. Mas por ser uma consciencialização burguesa é feita nos termos das ciências sociais, num quadro de  linguagem que fala sobre as pessoas, mas não para as pessoas. Ou seja, traduz, interpreta e teoriza sobre os fenómenos...

UM DEPUTADO PARA CADA CIDADÃO?

Por mais absurda que a questão nos pareça, ela ganha forma quando avaliamos a expectativa dos cidadãos em face dos atores políticos. Afinal, quando elegemos representantes fazemo-lo de forma abstrata, ou antes procuramos quem esteja na cena política agindo como nós agiríamos? As revoluções liberais foram responsáveis pela emergência de uma arquitetura do Estado e do poder público assente na delegação do poder em representantes legitima e legalmente...

A VIOLAÇÃO COMO CRIME PÚBLICO

O Bloco de Esquerda e a deputada não inscrita Cristina Rodrigues, apresentaram um projeto de lei que tipifica a violação como «crime público». A votação na generalidade dividiu o plenário, com os votos contra do PS, PSD, PCP e PEV, e os votos favoráveis das restantes bancadas, assemelhando-se à votação do ano anterior. Os requerimentos do PAN, Iniciativa Liberal e da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira cujos...

FALEMOS DE MACHISMO SISTÉMICO

Falar de algo como «sistémico» ou «estrutural» significa reconhecer que esse fenómeno se encontra enraizado na nossa sociedade e que por tal condiciona os comportamentos individuais e sobretudo coletivos, prejudicando determinados grupos em função de outros. Significa, igualmente, que essa circunstância é, na maioria dos casos, inconsciente e atua na vida das pessoas desprotegidas de forma direta e ainda antes do seu nascimento, porque a sociedade é feita...

ALUNOS POBRES NÃO SÃO BURROS, MAS A ESCOLA NÃO SABE ISSO

Noticia-se um estudo, em título de reportagem por aí, como mostrando que os alunos migrantes são segregados nas escolas portuguesas. Quem conhece os estudos antropológicos sobre invisibilidade, segregação e racialidade sabe que existe uma interseção entre “raça”, situação económica e sucesso escolar. Isto significa que as populações migrantes e racializadas são, em larga escala, parte dos segmentos sociais mais desprotegidos e onde o insucesso escolar é, infelizmente, uma realidade. É doutrina comum...

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